Ataque dos Titãs: Temporada 1 — Como é bom esquecer!

Shingeki-no-Kyojin-Attack-on-Titan

Final de 2013, cinco anos atrás, a primeira temporada de “Ataque dos Titãs” já havia terminado no Japão, na época pouco se falava em Crunchyroll — sequer me lembro se já estava disponível no Brasil, não importa.

Decidi dar uma chance para o “anime da temporada”, da qual todos estavam falando. Resultado: Vi tudo em um só dia, pois é, em uma só sessão, devorei todos os 25 episódios, sem parar. Me custou todo o sábado, mas como valeu a pena, no fim do dia, estava emocionado com tamanha proporção épica, e o melhor: era apenas o começo. Já não podia viver sem a segunda temporada.

O tempo passou, e devido a minha escolha de esperar o anime e não partir para o mangá (minha política vai contra ler mangá online), sou fiel — mentira, estava sem grana na época em que o mangá começou a ser comercializado, já naquele final de 2013, estava acompanhando (e ainda acompanho) Berserk pela Panini, que é uma obra inadaptável (um dos melhores mangás de todos os tempos), pelo menos é isso que os estúdios japoneses provaram até o momento, principalmente a última (lamentável) adaptação que… ah vá!

Foco: O tempo passou, outras boas animações vieram com o tempo, revi muitas outras, mais antigas, e “Ataque” se tornou uma espécie de Bleach para mim, “nunca vou saber o final daquela bagaça” (lembre-se da minha política); até que em algum momento de 2016 (memória falha) o anúncio: Shingeki no Kyojin temporada 2!, “Dane-se, já não faço mais questão.”, esse foi o meu pensamento quando topei com o teaser, para piorar ainda, era só em 2017 que seria exibida. Anime por temporada é o inferno, às vezes dá saudades dos fillers (aí me lembro de Bleach e as pernas tremem), por falar nisso onde está Magi temporada 3? Vai saber.

Passadas as Temporadas 2 e 3, reencontrei minha antiga camisa do Ataque dos Titãs, a muito perdida no guarda-roupas (sou desses), então uma chama reacendeu. O acesso é ainda mais fácil hoje em dia — não que na época já não fosse, ou algum fã de anime não baixa aquele mkv básico? —, mas hoje tenho o Crunchyroll, bastou um clique para começar a reviver a mágica.

Foi só quando a música de abertura da banda Linked Horizon começou a tocar que percebi o quanto sentia falta dessa bobeira toda (nunca pulei essa abertura, fico triste quando ela é substituída). Sabe o melhor de tudo? Sequer me recordava dos eventos, já não me lembrava dos fatos, dos acontecimento inusitados, o pouco que me lembrava, estava embaralhado, então não lembrava como chegaria a acontecer.

Como era o Capitão Levi mesmo? — como é bom esquecer, pude me surpreender novamente com sua presença, claro que não só isso, todo o contexto por detrás da Titã Fêmea me era um grande borrão duvidoso, talvez seja efeito por ter visto tudo em um só dia?

Apesar dos rodeios (normal, ainda estamos falando de um Shounen — há quem diga que se trata de um Seinen, mas o mangá é publicado na revista Bessatsu Shōnen Magazine, ainda tem dúvida?), a melhor coisa são as surpresas em cada esquina. São muitos os pontos de virada. Em cada batalha, consequências, algumas delas, são terríveis (no bom sentido) e deixa aquele gosto amargo de: “Mas, eu gostava desse personagem, e ele morreu dessa forma grotesca?” Com as tripas arrancadas ou com a cabeça arrancada em uma só mordida! Melhor já ir se acostumando com a ideia de que todos os personagens que rodeiam Eren (protagonista) e Mikasa (mais legal que o Eren) não estão salvos.

Não para por aí, além desse frio na barriga, as consequências não são apenas momentâneas, o que faz de muitos eventos, traumas reais. Personagens remoem, se desesperam, choram, chamam pela mãe (clássico), se arrependem, tomam decisões precipitadas e sentem medo, muito medo antes de um confronto. É o que humaniza os bonecos que rodeiam os Titãs como baratas, o que é raro no gênero.

A humanidade está praticamente dizimada, o que restou, está concentrada dentro das muralhas (uma espécie de Zion), há várias etnias juntas e, claro, muita discórdia. O melhor da trama de Hajime Isayama (o mangaká), é sua sutil habilidade de trabalhar a sociedade. Se eles veem algo que não compreendem, querem a destruição daquilo; se o contexto social muda, novos Deuses aparecem (ou não necessariamente, há quem adore os grandes muros da muralha como divindades reais); há ainda a briga de classes, os esnobes políticos e burgueses também estão por lá. Ainda acho que no fim, ele vai estabelecer alguma analogia de que estamos lutando contra nós mesmos, ou algo do tipo, o que abriria espaço para um ótimo debate se ele souber conduzir bem a trama (medo).

Nem tudo são flores, a animação que outrora era impecável aos meus olhos, agora se revela plástica, opaca, até mesmo sem vida em alguns momentos (não se aplica as batalhas contra os titãs), e com momentos de imagem estática que parecem ter sido simplesmente retiradas do mangá e jogadas na tela. O Eren, esse chato, faz jus ao título de protagonista de Shounen, constantemente se esforçando para ser o mais estúpido de todos. Me disseram que a animação deu um salto gigantesco nas temporadas recentes, que bom que o estúdio não deu uma de Toei e regrediu uns vinte anos (One Piece tem a animação hoje, pior do que tinha em 2000).

Claro, já terminei a primeira temporada, dessa vez, vendo mais lentamente, mais atento, finalizando bem a tempo de coincidir com o início das férias da faculdade. Resumindo: Vou devorar os episódios das demais temporadas disponíveis, que não são muitos, mas o mangá está quase acabando, então quem sabe a próxima temporada não demore vinte anos (nem vi a segunda ainda mas quero garantia que vai retornar logo, cadê Magi?).

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s